Como funciona

Contratar um projeto de engenharia não precisa ser complicado. O caminho é sempre o mesmo, presencial ou remoto.

1. Conversa inicial

O cliente descreve o tipo de ambiente, a área aproximada, o uso e o prazo. Já nessa etapa é possível indicar se o caso pede um projeto completo, apenas o cálculo de carga térmica ou uma consultoria. Sem custo.

2. Levantamento de dados

São necessários a planta baixa (em DWG, PDF ou até foto legível), as informações da edificação — tipo de cobertura, esquadrias, orientação — e o uso previsto: quantas pessoas, quais equipamentos, horário de funcionamento. Em obras em Campo Grande, MS, a visita técnica é feita no local; fora da cidade, o levantamento é remoto, conduzido por um roteiro enviado ao cliente.

3. Proposta

O escopo vai por escrito: o que está incluído, o que será entregue, prazo e valor. Nada começa antes do aceite.

4. Desenvolvimento

Cálculo de carga térmica, definição do sistema, desenhos e memoriais. Em projetos maiores, uma versão preliminar é apresentada para alinhamento antes de fechar o executivo — é mais barato mudar no papel do que na obra.

5. Entrega

Arquivos finais em PDF e CAD, memoriais, lista de materiais e ART registrada quando o projeto exige. Junto vai uma explicação em linguagem clara do que foi definido e por quê — o cliente precisa entender o que está contratando.

Entrega em BIM. Quando o projeto pede, o sistema é modelado em três dimensões (Building Information Modeling) e não apenas desenhado em planta. Na prática, isso significa que cada duto, tubulação e equipamento existe como objeto no modelo, com suas dimensões e propriedades reais — e é possível verificar antes da obra se a tubulação passa onde a viga está, se o forro comporta a altura da máquina, e quanto material o sistema vai consumir.

  • Interferências resolvidas no computador. Conflito entre climatização, estrutura, elétrica e hidráulica aparece no modelo, não no meio da obra com o pedreiro parado.
  • Quantitativos extraídos do modelo. A lista de materiais sai do próprio projeto, não de uma estimativa à parte — o que reduz sobra, falta e retrabalho de orçamento.
  • Compatibilização com os outros projetos. Se a arquitetura e a estrutura também estiverem em BIM, os modelos conversam entre si.
  • Formato aberto. A entrega inclui o formato IFC, que qualquer software BIM lê — sem prisão a um programa ou a um único profissional.

6. Suporte durante a execução

Projeto entregue não é projeto abandonado. O suporte segue disponível para tirar dúvidas do instalador e avaliar alterações que apareçam na obra.


Perguntas frequentes

Quanto custa um projeto?

Depende da área, da complexidade do sistema e do nível de detalhamento. Uma sala comercial e um centro cirúrgico não têm o mesmo trabalho por trás. Por isso o valor sai depois da conversa inicial, e sempre por escrito.

Vale a pena pagar por um projeto?

O projeto costuma custar uma fração do sistema, e é o que evita comprar capacidade a mais (dinheiro parado no equipamento e na conta de luz) ou a menos (ambiente que nunca funciona). Em obras comerciais, também é o que garante aprovação nas fiscalizações.

A instalação está incluída?

Não. O trabalho é o projeto e a análise técnica, e essa separação é o que mantém a isenção: a solução é definida pelo que o ambiente exige, sem interesse na venda de equipamento. Havendo necessidade, há indicação de instaladores e apoio na avaliação das propostas recebidas.

É preciso ter BIM para contratar?

Não. Se a obra já roda em BIM, o modelo se integra aos demais. Se não roda, as pranchas são entregues em PDF e CAD como sempre — o modelo tridimensional continua sendo usado internamente para conferir interferências e extrair quantitativos, e o benefício chega ao cliente na forma de um projeto mais preciso.

Há atendimento fora de Campo Grande, MS?

Sim. Projeto e análise são feitos remotamente para qualquer cidade do país, com todo o material trocado por e-mail e reuniões online. A visita técnica presencial fica restrita a Campo Grande, MS e região.